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Preservação da fertilidade no câncer ginecológico

  • lucastp11
  • 15 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de dez. de 2025


Receber o diagnóstico de câncer ginecológico em idade fértil gera muitas dúvidas e uma das mais frequentes é: “Ainda poderei engravidar após o tratamento?”

A boa notícia é que, em casos selecionados, é possível realizar preservação da fertilidade no câncer ginecológico, com segurança oncológica e planejamento adequado.

Como cirurgião oncológico e especialista em tratamentos de cânceres ginecológicos, meu papel é avaliar cada caso de forma individualizada, sempre priorizando a saúde e os projetos futuros da paciente.


O que é preservação da fertilidade?

A preservação da fertilidade envolve estratégias médicas e cirúrgicas que permitem manter a possibilidade de gestação após o tratamento do câncer.

Ela deve ser discutida antes do início do tratamento oncológico, sempre que possível.


Em quais cânceres ginecológicos a preservação pode ser considerada?

A preservação da fertilidade pode ser avaliada principalmente em:

A indicação depende do tipo do tumor, estágio da doença e desejo reprodutivo da paciente.


Quais são as principais opções de preservação da fertilidade?

1. Cirurgias conservadoras

Em situações específicas, é possível preservar órgãos reprodutivos:

  • Conização do colo do útero

  • Traquelectomia simples ou radical

  • Preservação de ovário e útero em tumores selecionados

Essas abordagens permitem controle oncológico com preservação da fertilidade.


2. Congelamento de óvulos ou embriões

  • Realizado antes do início do tratamento

  • Indicado quando há risco de dano ovariano por quimioterapia ou radioterapia

  • Exige acompanhamento com especialista em reprodução assistida


3. Outras estratégias

  • Preservação de tecido ovariano (casos selecionados)

  • Planejamento reprodutivo após o término do tratamento


A preservação da fertilidade é segura do ponto de vista oncológico?

Sim, quando bem indicada.

A prioridade sempre é o tratamento eficaz do câncer.A preservação da fertilidade só é considerada quando não compromete o controle da doença.


Cada decisão deve ser tomada com base em evidências científicas e avaliação multidisciplinar.

Quando conversar sobre preservação da fertilidade?

  • O mais cedo possível, logo após o diagnóstico

  • Antes de cirurgias radicais, quimioterapia ou radioterapia

Quanto mais precoce a conversa, maiores são as opções disponíveis.




Perguntas frequentes (FAQ)

Toda paciente com câncer ginecológico pode preservar a fertilidade?

Não. A possibilidade depende do tipo e do estágio do câncer.


Preservar a fertilidade atrasa o tratamento do câncer?

Na maioria dos casos, não compromete o início do tratamento quando bem planejado.


É possível engravidar após o tratamento?

Sim, muitas mulheres conseguem engravidar após tratamento conservador ou reprodução assistida.


A gravidez aumenta o risco de recidiva do câncer?

Não, quando realizada no momento adequado e com acompanhamento médico.



A preservação da fertilidade no câncer ginecológico é uma realidade para muitas mulheres.Informação, planejamento e acompanhamento especializado permitem tratar o câncer sem abrir mão do futuro reprodutivo, sempre com segurança.







Dr. Lucas Pires | Cirurgião Geral e Oncológico em Vitória - ES

Cirurgias minimamente invasivas | Cirurgia Robótica | Cirurgia Laparoscópica

Especialista em Cirurgia de Câncer Ginecológico


📍 Vitória – ES










 
 
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